Level Group na mídia: Walter Freitas analisa os impactos do tarifaço dos EUA nos contratos de exportação

A entrada em vigor da sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos a milhares de produtos brasileiros trouxe um novo desafio para as empresas exportadoras: como preservar contratos, margens e relações comerciais em um cenário de maior instabilidade?

Para analisar os impactos da medida e apresentar caminhos práticos para as organizações brasileiras, Walter Freitas, sócio-diretor da Level Group, participou do programa Real Time, do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Durante a entrevista, Walter explicou que o momento exige mais do que uma reação pontual. As empresas precisam revisar seus contratos internacionais, reavaliar responsabilidades comerciais e criar mecanismos capazes de protegê-las diante de novas mudanças tarifárias.

Renegociar para reduzir os impactos imediatos

Entre as alternativas apresentadas está a revisão dos modelos de entrega previstos nos contratos. A substituição do DDP (Delivery Duty Paid) por formatos como FOB (Free on Board) ou CIF (Cost, Insurance and Freight), por exemplo, pode transferir ao comprador a responsabilidade pelo pagamento das tarifas incidentes no mercado de destino.

As negociações também podem envolver:

  • revisão dos prazos de pagamento;
  • redução temporária dos volumes contratados;
  • adiamento de entregas;
  • repactuação dos preços;
  • redefinição das responsabilidades entre exportador e importador.

Mais do que buscar uma solução imediata para o aumento dos custos, o objetivo deve ser preservar relações comerciais relevantes e construir condições mais sustentáveis para ambas as partes.

Contratos precisam acompanhar a velocidade das mudanças

Outro ponto destacado por Walter foi a importância de incorporar aos contratos mecanismos de proteção contra alterações regulatórias e tarifárias.

Cláusulas que permitam a repactuação integral dos preços ou estabeleçam revisões contratuais em intervalos menores podem oferecer maior segurança às empresas. Em ambientes sujeitos a mudanças rápidas, contratos rígidos e revisados apenas em ciclos longos podem ampliar a exposição financeira da operação.

A gestão contratual, portanto, deixa de ser apenas uma atividade administrativa e passa a ocupar uma posição estratégica na proteção dos resultados do negócio.

Diversificar mercados exige planejamento

Buscar novos destinos para as exportações pode parecer uma resposta natural ao tarifaço, mas essa decisão também precisa ser analisada com cautela.

A abertura de mercados envolve investimentos em prospecção, certificações, adequação dos produtos, logística e desenvolvimento de novos relacionamentos comerciais. Além disso, destinos alternativos podem praticar preços inferiores aos encontrados no mercado norte-americano, comprometendo margens e resultados.

Por isso, a diversificação deve ser sustentada por inteligência de mercado, análise de viabilidade e uma avaliação consistente dos impactos financeiros e operacionais.

Expertise da Level Group em destaque

A participação de Walter Freitas no Times Brasil reforça a atuação da Level Group como referência em gestão de contratos, negociação estratégica e transformação da área de Compras.

Em um cenário internacional cada vez mais volátil, empresas preparadas para interpretar riscos, renegociar condições e tomar decisões orientadas por dados estarão mais bem posicionadas para proteger suas operações e identificar novas oportunidades.

Confira a análise completa de Walter Freitas na entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC

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